Trocar de Emprego ou de Casa? Fugir do estresse está mais fácil

12% dos profissionais já trocariam de emprego por mais qualidade de vida. Some-se a farta quantidade de informação disponível sobre o combate ao estresse, o interesse das empresas em dar aos funcionários mais saúde e o interesse dos executivos – os mais jovens, principalmente – em obter altos níveis de qualidade de vida e você tem um quadro mais animador sobre assunto.

Agora um novo fator pode ajudar os brasileiros do mercado de trabalho a ter a oportunidade de diminuir seus níveis de estresse: o aquecimento econômico. Ocorre que os profissionais estão tendo oportunidades de trocar de emprego como não se via desde o ano de 2005, segundo a Fundação Getúlio Vargas.

Claro que a troca de emprego, apenas, pode não representar nada em termos de melhoria na qualidade de vida e redução do estresse; até porque, segundo pesquisa divulgada pela revista Época, as pessoas estão trocando de emprego mais em função do salário, do que por qualquer outra motivação. Traduzindo parte da pesquisa em números: 24% dos executivos entrevistados trocariam de emprego por causa do salário, enquanto que 12% trocariam de emprego em função da qualidade de vida. Esta pesquisa foi realizada pela consultoria Asap e ouviu 779 profissionais.

Os números, a princípio, podem não parecer tão animadores para nós entusiastas da qualidade de vida no trabalho e a diminuição dos níveis de estresse das pessoas. Mas essa nova fase da economia do país nos abre o campo de visão para acharmos novas oportunidades que não sejam apenas visando aumento de salário. Você por exemplo, pode aproveitar essa boa fase para talvez mudar para uma empresa próxima de sua casa, ou mudar sua casa, para próximo de sua empresa e, com isso, ter cada vez mais tempo de sobra para aproveitar coisas muito importantes, como sua família, praticar um esporte ou frequentar uma academia, ir à igreja ou estar mais tempo com os amigos, entre tantas outras coisas que somente você sabe o valor que têm. Esta, claro, é apenas uma das formas de você se beneficiar do momento que o país atravessa. Sugiro fortemente que você passe a estudar mais e melhores maneiras de viver bem!

E a última boa nova nos conta de que o número total de brasileiros centenários – aqueles cuja idade ultrapassa 100 anos – cresceu. Antes nós tínhamos 11 mil pessoas nessa faixa de idade e agora, este número ultrapassa 17 mil. Isso prova que as condições de vida de nossa era, nos propiciará mais longevidade. Cabe a nós saber utilizar os recursos novos quanto à alimentação, atividade física de alta tecnologia e novos remédios, para termos bons e longos anos pela frente.

Observe que quando falamos de longevidade, não estamos mais falando de velinhos e velinhas, estamos falando de senhores e senhoras que tem um bom nível de atividade. Temos observado nas ruas, pessoas acima dos 60 anos, sendo produtivas e ocupando bons cargos nas empresas. Eu mesmo, encontro nos contratantes de minhas palestras e cursos, muita gente com idade acima dos 60 anos. Presenciamos uma mudança muito grande em termos de qualidade de vida. Imagine que faz menos de meio século que nossa expectativa média de  vida era de 50 anos. Vamos viver e brindar os longos anos que virão!

Vejo de maneira bastante otimista este novo cenário que nos oferece grandes chances de passar a ter mais qualidade de vida. No próximo artigo sobre qualidade de vida, vou abordar a “possível” cura do estresse.

Abraço em todos e um ótimo mês de outubro!

*Junior Portare
www.Junior Portare.com.br
Portare é empresário e palestrante. Escreve sobre motivação, qualidade de vida e finanças pessoais
para diversas revistas, jornais e blogs. É autor do Livro “Dinheiro dá em Árvore” e professor de cursos de MBA.